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10 Jogos Indies de 2020 que você não pode deixar passar!

O ano atípico de 2020 não significou falta de jogos incríveis e que fogem do escopo (e preço) dos AAA. Apesar de adiamentos de títulos indies que muitos estavam esperando, nesse ano tivemos grandes jogos e dos mais diferentes tipos. Além disso, jogos com lançamento em anos anteriores ganharam notoriedade em 2020, por isso fugimos um pouco da regra e listamos dois títulos que não foram lançados nesse último ano.

Confira a nossa lista de jogos de 2020 (ou que bombaram nesse ano) que você não pode deixar passar:

Hades

Talvez esse seja o grande destaque indie do ano. O novo jogo da Supergiant Games (Transistor, Bastion e Pyre) traz o visual marcante presente em outros trabalhos da empresa, além de uma jogabilidade precisa, desafiadora e com muitas opções de combate. Hades estava em acesso antecipado desde 2018 e, em 2020, levou os prêmios de Melhor Jogo Indie e Melhor Jogo de Ação no The Game Awards.

O fato de ser roguelite – morte permanente – e a dificuldade alta pode afastar alguns jogadores, porém o sistema de recompensas em Hades e as muitas variações de combate compensam a decepção de perder uma run e voltar ao começo.

O jogo conta a história de Zagreus, filho de Hades, que está tentando fugir do inferno. Assim, ele recebe a ajuda de outros deuses gregos e a cada tentativa frustrada de fugir da casa do papai, a narrativa em Hades avança um pouco. Ou seja, você não se sente perdendo tempo ao morrer e voltar ao inferno. A representação que a Supergiant Games fez dos principais personagens da mitologia grega também é algo que chama a atenção.

Um game de 2020 quase obrigatório para aqueles que amam jogos indies.

Disponível para PC e Nintendo Switch
Lançamento: 17 de setembro de 2020

Fall Guys

A febre dos Battle Royale chegou a outro patamar: quem imaginaria um jogo onde cerca de 60 jogadores disputam uma espécie de Olimpíadas do Faustão? E o mais surpreendente é que deu muito certo!

Fall Guys chamou a atenção já nas suas primeiras apresentações e ganhou muitos jogadores logo no seu lançamento, já que saiu de graça na Playstation Plus. Quem não lembra dos vídeos e dos memes do jogo assim que ele saiu?

Mas Fall Guys não é só um potencial de explosão em Redes Sociais (o que é um baita mérito), o jogo também entrega uma experiência que é caótica e divertida na medida certa. Sem contar as recompensas que te prendem no game e o grande desafio de conseguir vencer uma partida.

Disponível para PC e Playstation 4
Lançamento: 4 de agosto de 2020

Spiritfarer

Esse é mais um daqueles jogos que alguns dizem ser indies, outros já acham que o escopo ultrapassa um pouco. Porém, uma coisa é certa: Spiritfarer é uma experiência diferente nos videogames.

Nós controlamos Stella e seu gatinho Daffodil, que têm como missão levar os espíritos que morreram para o paraíso, ajudando-os com suas pendências em vida. A partir daí, conhecemos NPCs memoráveis, como a Alce Gwen que tem uma ligação com Stella; o sapo Atul que usa seu bom humor para mascarar traumas de sua vida e outros personagens com histórias únicas.

Além da narrativa que em um momento arranca gargalhadas e logo depois nos faz chorar, Spiritfarer traz em sua jogabilidade um sistema de crafting e evolução do barco e pequenos desafios de plataforma; a direção artística também é impecável.

Talvez o maior problema de Spiritfarer seja a duração do game.

Disponível para PC, PS4, Nintendo Switch e Xbox One (Gamepass)
Lançamento: 18 de agosto de 2020

Minoria

Sabe aquele jogo que, inicialmente, você não dá nada? Foi essa nossa primeira impressão com Minoria, mas durou poucos minutos. Aqui, você controla duas freiras com o objetivo de impedir que a bruxas executem um ritual maldito no castelo do reino, que tem o intuito de reviver a floresta de Minoria.

Com uma jogabilidade sidescroller, mesclando a exploração de um metroidvania e um combate soulslike, Minoria equilibra bem sua dificuldade, agradando a vários públicos e acertando em alvos que nem mirou. É possível ser uma mestre espadachim ou focar em magias de incenso, sempre com desafios de plataforma incentivando a exploração. Por falar em exploração, seu mapa é amplo, mas não confuso, que peca pela falta de viagens rápidas, mas oferece atalhos e premia o jogador que elimina bastante inimigos.

Sua história possui uma melancolia intensa, que está inerente nas imagens e na trilha sonora do jogo, sendo esse sentimento o guia constante da jornada, que nos faz descobrir que a história não é muito bem o que pensamos.

O jogo foi lançado originalmente em 2019, mas a sua chegada aos consoles em 2020 chamou a nossa atenção!

Disponível para PC, Nintendo Switch, PS4 e Xbox One
Lançamento: 27 de agosto de 2019

Ori and the Will of the Wisps

Ao ser anunciada, a sequência do excelente Ori and the Blind Forest deixou algumas dúvidas na cabeça do jogador: será que o jogo trará inovação e manterá a fluidez do primeiro título? Quanto o fato de ser bancado por uma grande empresa (Microsoft) atrapalhará o jogo?

Jogando Will of the Wisps, podemos dizer que o game conseguiu superar com louvor essa desconfiança. O novo Ori melhora aspectos de jogabilidade e exploração do seu antecessor e mantém aquela essência autoral que muitos jogos indies carregam.

Sem contar toda a experiência artística que leva o jogador para dentro daquele mundo. Ori and the Will of the Wisps (e the Blind Forest) estão no gamepass, o que torna o jogo um pouco mais acessível também.

Disponível para PC, Nintendo Switch e Xbox One (Gamepass)
Lançamento: 11 de março de 2020

ScourgeBringer

Umas das surpresas de 2020 – e que talvez não tenha a atenção que merece – ScourgeBringer traz uma experiência confortável em um roguelike. O grande mérito do jogo é a sua jogabilidade, em que é possível alternar combos aéreos, com dash, andando na parede, usando arma e espada e até rebater e atordoar os inimigos.

Com tantas opções de poderes, o jogo até parece fácil, porém ScourgeBringer sabe balancear o desafio em cada fase, além de fazer valer a pena cada run com as recompensas que você consegue. A trilha sonora é outra qualidade do jogo, com músicas pesadas e que ditam o ritmo da sua jogatina, em diversos momentos você se vê fazendo combos quase de forma automática e limpando cada sala da fase enquanto ouve um rock pesado.

ScourgeBringer estava em acesso antecipado desde fevereiro e o projeto só melhorou até o seu lançamento. Arrisco dizer que esse é um jogo que todos deveriam experimentar, mesmo aqueles que não gostam de roguelikes (ou de rock).

Disponível para PC, Nintendo Switch e Xbox One (Gamepass)
Lançamento: 21 de outubro de 2020

Carrion

Quem nunca quis ser o vilão em um jogo de terror? Isso é possível em Carrion, jogo distribuído pela Devolver, empresa conhecida por seus jogos diferentões. Nesse reverse horror game, segundo o próprio jogo se nomeia, você controla uma espécie de alienígena que estava sendo estudado em um laboratório e que consegue se libertar.

A partir do momento que você começa a controlar a criatura, os cientistas e seguranças do laboratório passam a ser seus inimigos, então o que lhe resta é matá-los da forma mais sanguinária possível. A cada inimigo morto, o alien vai ficando maior, como a simbiose do Venom.

A exploração é no estilo metroidvania, então é preciso resolver alguns puzzles para progredir na história. O grande problema é que o jogo não tem um mapa, o que é algo bem curioso para um metroidvania.

Mas a experiência de controlar um monstro e decepar humanos em um laboratório é algo agradável o suficiente para render boas horas de gameplay.

Disponível para PC, Nintendo Switch e Xbox One (Gamepass)
Lançamento: 23 de julho de 2020

Going Under

Quando ouvi falar sobre Going Under e sua sátira sobre Start-ups, empreendedorismo e toda a cultura “pra frentex” de agências de publicidade já me interessei o suficiente. Você controla Jack, que logo no primeiro dia de trabalho precisa derrotar monstros em dungeons subterraneas na empresa (aí já podemos perceber uma crítica social foda também).

Os diálogos são hilários e ácidos, e talvez isso seja uma das melhores coisas do jogo, mas a jogabilidade também chama muito a atenção. Going Under é mais um roguelike, com mortes permanentes e mapas gerados randomicamente. Você precisa descer os andares e ir matando diferentes inimigos, o combate pode ser “na mão” ou com armas inusitadas, como teclados de computador, raquetes de pingpong, entre outros.

O sistema do jogo funciona muito bem, pois há habilidades que é possível conseguir nas runs e melhorias fixas. Além disso, os NPCs podem te ajudar nessa evolução. Going Under é uma agradável surpresa para 2020 e um dos meus jogos favoritos do ano.

Disponível para PC, PS4, Nintendo Switch e Xbox One
Lançamento: 24 de setembro de 2020

Undermine

“Um jogo roguelike e com visual pixel art em que você avança ao descer andares de uma mina”. Falando assim, Undermine parece um jogo comum e igual muitos outros que saem por aí, né? Porém, a Thorium, desenvolvedora responsável pelo game, consegue transformar essa proposta simples em uma grande experiência.

Como a maioria dos roguelike e jogos em que o objetivo é evoluir seu personagem,  em Undermine começamos fracos e sem muitas chances para avançar nas primeiras runs. Rapidamente, o jogador percebe que o primeiro passo é acumular dinheiro e, aí sim, evoluir suas habilidades e equipamentos. O sistema de evolução de Undermine é muito bem coeso e faz com que o jogador volte de toda run um pouco mais próximo do objetivo.

Além disso, a jogabilidade muito bem implementada para um jogo em visão top-down te faz sentir prazer a cada “picaretada” em inimigos, rochas ou nas pequenas e simpáticas criaturas que roubam o seu ouro.

Disponível para PC e Xbox One (Gamepass)
Lançamento: 6 de agosto de 2020

Among Us

Talvez o mais polêmico da lista, seja pelo ano (seu lançamento oficial foi em 2018) ou pelo fato de ser mais um game de celular. Mas fica muito difícil não citar Among Us depois do crescimento do jogo em 2020. No meio de uma pandemia, com as pessoas em casa por mais tempo e precisando se socializar, foi em um “joguinho” de detetive que essas pessoas encontraram momentos de risadas e tensão.

Para aqueles que viveram em uma caverna em 2020, Among Us é um jogo multiplayer online em que até 10 jogadores entram em uma nave e entre eles há, no máximo, 2 impostores. Enquanto os tripulantes precisam realizar algumas tarefas na nave, os impostores devem matar os tripulantes até vencerem a partida. A grande graça de Among Us é o momento de discutir quem seria o(s) impostor(es) da nave e assim, depois de uma votação, expulsarem essa(s) pessoa(s) da nave ou não.

Jogar em call com os amigos é muito divertido e exige dos impostores uma grande qualidade em mentira e canalhice, pois é preciso acusar outras pessoas para não ser chutado da nave. Among Us trouxe muitas pessoas que não costumam jogar videogames e mostrou como esse público reage a certas mecânicas que nós, videogameiros, já estamos acostumados.

Se você ainda não passou por essa experiência, vale muito a pena juntar alguns amigos (gamers ou não) para se divertir com esse joguinho.

Disponível para Android, iOS, PC e Nintendo Switch
Lançamento: 15 de junho de 2018


E para você? Quais foram os melhores jogos indies de 2020? Comente!