Análise: Bloodroots (Switch) – A vingança não é plena

Hoje falaremos sobre Bloodroots, um jogo indie que embarca na mesma proposta de Hotline Miami – porém, num estilo 3D -, onde sua principal missão é massacrar todos os inimigos do cenário das formas mais inimagináveis. Encarne Mr. Wolf em busca de uma vingança sangrenta contra inimigos sem aprofundamento – e incrivelmente repetitiva com uma câmera vista de cima.

Pau pra todo obra

Faça uso de armas de fogo à uma cenoura para completar as fases e obter um ranking ao final de cada uma delas: assim podemos resumir a premissa de Bloodroots. O jogo inicia com uma apresentação magnífica, a trama é contada através de cutscenes e diálogos que empolgam o jogador, o qual fica com o sentimento de algo grande de que está por vir. Felizmente a história sustenta uma grande parte do jogo, já que os eventos são contados de acordo com seu progresso.

Faça isso “ad infinitum”

O ponto negativo é que as mecânicas são simples e diretas demais, o que transmite uma falta de variedade no decorrer do jogo. Bastaram cerca de 30 minutos para que eu ficasse enjoado da jogabilidade, já que o ritmo é sempre o mesmo e os desafios se repetem constantemente. Me arrisco a dizer que se Bloodroots fosse um jogo de fases procedurais, não faria diferença nenhuma para com o que ele realmente é hoje. Ponto positivo para algumas opções que tornam o jogo mais acessível para pessoas menos habilidosas, como o modo invencível, porém o placar de pontuação fica indisponível – nada mais justo.

Para completar, existe um problema de loading de quase 1 minuto para iniciar o jogo – frustrante -, mas o maior defeito de Bloodroots fica por conta da falta de satisfação pessoal ao completar as fases. O jogo diverte no começo, mas não leva muito tempo para deixar “cair a peteca”.

Palavra final

O que (talvez) salva o jogo de tamanha repetição é a história e os diálogos cativantes. O personagem podia ter sido bem melhor aproveitado na questão da história, mas o estilo de jogabilidade parece impedir isso de acontecer. A câmera também sofre de problemas técnicos principalmente no modo portátil, pois diversas vezes ela se afasta tanto que seu personagem fica ridiculamente pequeno na tela. Pra piorar, parece há aqui um problema de colisão, já que em muitos momentos senti uma falta de precisão ao acertar inimigos com um golpe.

Fora isso, temos algumas personalizações de chapéus, os quais possuem atributos para serem usados durante as fases já sucedidas. Como um extra temos pequenas cenas interativas em algumas mortes durante o jogo, mas nada que traga variedade real à essência de Bloodroots.

Análise feita com cópia digital cedida pela Nintendo.