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Análise: Construction Simulator 2 – Console Edition (Switch) – Construir nunca foi tão divertido

Quando se trata de um jogo de simulação, o primeiro que vem a cabeça é Flight Simulator, com seus milhares de botões e configurações, ou até mesmo Goat Simulator, que tem o objetivo de gerar caos e desordem. Sem nunca ter me interessado por um jogo de simulação pelo fato de estar “trabalhando” no jogo, resolvi testar Construction Simulator 2 US para Nintendo Switch, e aqui deixo minhas impressões.

História para que?

Construction Simulator 2, na verdade, não possui uma história complexa ou interessante, é apenas uma desculpa para o jogo ocorrer. Logo depois de de escolher o avatar, seu nome e nome da empresa, o jogo já começa com um pequeno tutorial, instruído pelo Mestre de Obras. Como um novato, seu objetivo é ser a maior empreiteira da região, realizando as missões, comprando novos caminhões e equipamentos. Somente isso.

Não há um aprofundamento nisso, um objetivo maior, um vilão ou inimigo querendo sabotar suas obras. É somente trabalho, obra atrás de obras, fazendo com que sua empresa cresça. É meio dúbio se é bom ou ruim não ter uma historia, mas acredito que os desenvolvedores focaram mais nos elementos de jogabilidade do que história, até porque um jogo de simulação tende a ser complexo. Considerando a própria vida real, são feitos milhares de cálculos para uma função simples como despejar areia em uma determinada área

Jogabilidade

Antes de começar a falar da jogabilidade, deixo uma dica super importante aqui: não é necessário fazer os tutoriais, somente o primeiro. Os tutoriais ficam disponíveis para cada tipo de caminhão que o jogador obtem, e caso sejam feitos, não trarão nenhum benefício, somente tempo perdido.

Aqui que Construction Simulator mostra para que veio. Sabe quando há alguma construção por perto e você vê aquelas máquinas enormes? É bem notável que é complexo e desafiador controlá-las, pois são vários comandos, um para cada movimento que a máquina deve fazer. Em Construction Simulator não é diferente.

Comparando a retroescavadeira com seu próprio braço, é um movimento para o braço subir e descer, um para o antebraço, um para a mão e outro para a rotação, totalizando 4 movimentos, sendo 8 considerando ida e volta. Esses comandos são feitos com os analógicos, de uma forma bem intuitiva e, apesar de parecer difícil, é simples acostumar com eles até parecer um verdadeiro profissional. Dessa forma, o jogador cava a terra e a coloca em outro lugar, fazendo buracos do tamanho que a missão pede, para os mais variados objetivos, como trocar um cano ou cimentar algum espaço.

Por falar em missão, é assim que o jogo ocorre. Há um campo no menu para os contratos disponíveis, que vão desde colocar terra em um parquinho infantil até construir uma casa inteira. O serviço é basicamente um tira-e-põe com paredes, janelas e toda a estrutura da casa. E o melhor, não é necessário fazer a casa inteira. Depois de colocar duas paredes e duas janelas, por exemplo, a casa já aparece automaticamente, sendo necessário apenas o teto. Ao trazer madeiras e paletes de MDF, também, elas já são transformadas em outras estruturas, sobrando somente o serviço de colocar cada um no lugar certo

Outra coisa comum para se fazer são os transportes, em que é preciso comprar alguns itens e levá-los para o canteiro de obras, que lá serão transformados e utilizados na construção. Para facilitar,  há a opção de ir automaticamente para a loja de construções ou outros pontos do mapa, com um custo, é claro.

A moeda do jogo é obtida com a conclusão dos contratos e assim é possível comprar novos equipamentos e caminhões, alugá-los e até melhorá-los, havendo uma boa quantidade de opções com marcas já conhecidas do mercado, como Caterpillar. O dinheiro, infelizmente, vai embora muito rápido, pois os caminhões são caros e qualquer erro na rua é penalizado com uma pequena multa.

As regras de trânsito se aplicam aqui, sendo possível tomar multa por excesso de velocidade e passar no sinal vermelho, além de ter que pagar se houver alguma colisão com outros carros. Entretanto, é fácil burlar isso: não há penalidades por andar na calçada, os radares e semáforos não veem suas as infrações, nem os pedestres são atropleados, somente desaparecendo nesse momento. Ou, melhor ainda, basta somente desativar as multas!

Arte

Não há muito o que falar sobre toda a parte artística do jogo. São imagens boas, sem nenhum mérito ou demérito, bem como os sons e trilha sonora. O visual é competente, não há estranhezas no jogo, os carros, caminhões e casas são bem distintos.

O destaque aqui fica por conta da trilha sonora, justamente por quase não ter uma, então não fica uma chatisse constante como acontece em momentos de construção em jogos como The Sims. Os sons são mais naturais, como pássaros e veículos, não sendo irritante de nenhuma maneira.

Veredito

Construction Simulator 2US – Console Edition me surpreendeu. É muito divertido os complexos comandos de cada máquina disponível, sendo gratificante quando um contrato é concluído. Mas talvez seja uma opinião bem pessoal, pois eu gosto de jogabilidades complexas.

Ele é perfeito para jogatinas curtas, pois apesar de existirem contratos que exigem umas 3 horas para terminá-los, eles são divididos em pequenas missões que podem ser feitas lentamente. Recomendo-o para quem já gosta de jogos de simulação e para quem, como eu, gosta de experimentar coisas novas.